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Podemos definir ativismo como uma estratégia que persegue alguma mudança, mediante a difusão de uma determinada mensagem, buscando a sua propagação através do “boca a boca”.

Mas o que diferencia o ativismo do ciberativismo? Basicamente o fato de que o ciberativismo aplica as  estragégias convencionais de ativismo, mas agora o boca a boca é potencializado e multiplicado pelos meios de comunicação e de publicação eletrônica pessoal.

Fazemos ciberativismo quando publicamos na rede — em um blog ou em um fórum — esperando que os que leem avisem aos outros, entrelaçando seus próprios blogs ou recomendando-lhes a leitura por outros meios, ou quando enviamos um e-mail ou um SMS  para outras pessoas, na esperança de que o reenviem à sua lista de contatos.

Por isso, estamos todos enredados no ciberativismo: um escritor que quer promover seu livro, um ativista social que quer converter um problema invisível em um debate social, a pequena empresa com um produto inovador que não pode chegar à sua clientela, ou o militante político que quer defender suas ideias.

Redes sociais e as wikimobilizações

No limiar do século XXI as redes sociais surgem como um novo e poderoso sujeito social e político, assumindo em grande medida o papel tradicionalmente ocupado pela mídia, pelos partidos e pelos sindicatos. Esse novo sujeito tem mostrado sua força tanto nos países de regime democrático quanto nos países de regime autoritário. Seja articulando cidadãos e cidadãs da Itália, da Espanha, do Brasil, do Egito, da Tunísia, da Líbia, ou dos Estados Unidos, nas ruas de Wall Street ocupadas por manifestantes e ativistas, esses novos movimentos, nascidos nas redes, não pedem licença à mídia, aos partidos ou aos sindicatos.

Com velocidade de propagação sem precedente e poder de abrangência inimaginável antes da sociedade em rede, esses novos movimentos aparecem como manifestação espontânea da sociedade civil, espalhando-se quase instantaneamente pelo globo.

É certo que esses movimentos, surgidos nas redes, são muito diferentes entre si: vão de revoluções e protestos cívicos, mobilizações da esquerda progressista, até reações da direita mais conservadora. Mas ainda que essas wiki-mobilizações não façam parte de um mesmo movimento, são sintomas de uma nova forma de organização e comunicação social que vem ganhando força (e com a qual se pode defender ideias muito diferentes, quando não opostas).

De um modo geral, podemos identificá-los como modelos contemporâneos de resistência civil não-violenta, e tão revelador quanto as formas e a linguagem que esses movimentos utilizam é a incapacidade do poder tradicional para entender o que está nfrentando.
Ainda que não entendamos bem o que está acontecendo, o fato é que essas mobilizações informativas revelam, no mínimo, que algo está acontecendo, que algo está mudando.

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