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As redes sociais se tornaram, nos últimos 10 ou 15 anos, parte importante de diversos processos de apuração jornalística. Não são apenas locais para encontrar fontes, mas, quando mobilizadas, podem inclusive produzir jornalismo, o chamado jornalismo colaborativo, ou participativo, open source, crowdsourcing, ou ainda cidadão, entre outros nomes que ainda estão em discussão.

Mas mesmo quando as pessoas em geral não são provocadas a produzir informação, casos como o da Tunísia e do Egito mostraram que os cidadãos podem ter participação importante em coberturas jornalísticas.

Hoje diversos jornalistas profissionais se dedicam a mediar esta relação entre o que é produzido na rede, por qualquer pessoa, e o veículo jornalístico no qual trabalham. Vários portais brasileiros, como Terra (VC Repórter), iG (Minha Notícia), O Globo (Eu-repórter) e Estadão (FotoRepórter) utilizam estes recursos há anos. O trabalho do jornalista, nesses casos, é o de um editor de um material às vezes bruto, e pode ser o de um guia, que vai ensinar algumas regras e técnicas básicas da profissão a quem tiver o interesse em realizar alguma peça jornalística. Existem diferentes níveis dessa edição, mais ou menos permissiva, seguindo padrões editoriais (e políticos) que determinarão o nível de liberdade que os colaboradores do veículo terão. A moderação, segundo os jornais, é necessária para manter a credibilidade do veículo.

O nome dessa função ainda não é consenso, como ocorre com todas as outras funções emergentes analisadas aqui. Editor de mídias sociais é o mais comum, segundo a jornalista e pesquisadora Ana Brambilla. “Depois de tentar separar editor de redes sociais, como sendo de relacionamento, e mídias sociais, em que a produção de conteúdo era maior e mais importante que o relacionamento (como no caso do Flickr), resolvi usar como sinônimo” (BRAMBILLA).

Alguns requisitos para o gestor de mídias sociais são: compreensão e uso frequente de redes sociais (hard-user), facilidade para comunicação online, capacidade de pesquisa na internet, capacidade de mediação entre a produção do público e as diretrizes editoriais, organização, e, num sentido amplo, edição. Não ser resistente à experimentar plataformas, linguagens, ferramentas. Não ter medo do público, ou resistência a comentários do público. Similaridades com o trabalho de Ouvidoria – sem ser essa instituição, propriamente. Paciência, curiosidade, mas atenção para checar tudo – há quem tente vender informações, boatos, com as mais diferentes finalidades. Cautela, sobretudo. Humildade, para se relacionar com o público, sem se sentir o dono da marca. Ouvir mais do que falar. Ética e boas maneiras voltadas para as relações na rede. Organização, para trabalhar com planilhas e horários de intervenção nas redes, de acordo com um planejamento.

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