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Captar e editar vídeo e áudio, ou ainda captar, revelar e editar fotografias, era um processo tão complexo há duas décadas que estava restrito a especialistas. A digitalização desses processos, aliada ao barateamento dos aparelhos que realizam essas funções, criou um verdadeiro exército de produtores multimídia na sociedade, e os jornalistas não ficaram alheios a estas possibilidades.

Muitos desses profissionais começaram a explorar diferentes áreas de atuação com aparelhos simples, mas capazes de realizar processos multimídia.

Acho lindo combinar, misturar as plataformas de mídia. Acho lindo quando cada recurso – a foto, o texto, o vídeo, o infográfico, a numeralha, o documento, as aspas, a animação, a caricatura, o áudio etc. – dá o seu melhor pra contar cada parte da história. Ou histórias. (…) Nas reportagens em que desempenhei papel de repórter, coube a outra pessoa fechar, e a mim mesmo cuidar da articulação com a arte/foto/vídeo e, eventualmente, a própria confecção da arte/foto/vídeo. Já nas reportagens em que desempenhei papel de editor, coube a mim editar e cuidar da articulação com a arte/foto/vídeo e ponto. Mas é uma impressão. Como disse, nunca reconheci muito bem uma linha de montagem na internet. (JELIN, 2011)

Entre os entrevistados que produzem jornalismo multimídia, quase todos citaram uma função que até então estava mais ligada ao cinema, ao documentário, do que ao jornalismo na internet: roteiro, criação narrativa. Alguns requisitos para o jornalista multimídia são conhecer os processos digitais de produção e edição de foto, áudio e vídeo, incluindo seus softwares, capacidade para criar narrativas multimídia interativas não-lineares ou lineares e noções de programação em linguagem HTML.

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