Você está no e-book colaboração,jornalismo digital

Está cada vez mais fácil fazer, subir e compartilhar vídeos. Veja algumas dicas e informações para você também fazer (e compartilhar) o seu

A internet está nas nuvens. Voando alto e conectando cada vez mais pessoas e conteúdos por cabos de fibra ótica, bandas largas e redes sem fio. Milhares de gigabytes viajam em trocas digitais.

Com a popularização dos celulares e uma rede cada vez mais rápida para subir  e baixar conteúdo, cria-se uma nova ordem da produção de imagem e som. Há uma década, a internet não tinha capacidade de processamento de vídeos. A conexão lenta e o despreparo das máquinas não permitiam a experiência de assistir vídeos online. Os vídeos digitais eram vistos em mídias com capacidade de armazenamento, como os DVDs. As poucas experiências de trocas de vídeos pela internet esbarravam em conexões conta-gotas.

Mas isso é passado. O presente (e o futuro) indica uma produção, consumo e assimilação maior dos conteúdos em vídeo para os códigos dos navegadores. O html5 está aí para facilitar ainda mais a visualização de vídeos na rede, permitindo que não se instale mais plugins para isso – basta o navegador.

Vejamos na sequência algumas informações úteis para você produtir e (principalmente) compartilhar seus vídeos na internet:

1. FORMATOS

Um arquivo de vídeo é também chamado contêiner, pois ele encapsula trilhas de áudio e imagem. Ou seja, ele armazena os bytes relativos ao som e imagem em movimento, codificados de uma determinada maneira. Os chamados codecs são mecanismos de codificação/decodificação utilizados na compressão das trilhas a serem encapsuladas e, nos softwares de exibição, os codecs compatíveis são necessários para decodificar e exibir essas trilhas corretamente. Os codecs são definidos no momento de compactação/conversão dos arquivos.

Exemplo: Um arquivo de vídeo .MP4 pode conter uma trilha de imagem em movimento codificada (encoded) com o codec H.264 e uma trilha de áudio codificada em MP3. Assim, para assistir a este vídeo, o player do usuário deverá ter codecs compatíveis com H.264 e MP3.

Cada formato de arquivo suporta codecs específicos para som e imagem, que podem ser combinados de diferentes formas, obtendo-se resultados variados de qualidade e compressão (volume de dados do arquivo final). A escolha do formato do arquivo que deverá ser gerado define também a extensão que deverá ser utilizada para salvar o arquivo final. Neste pequeno guia, sugerimos o uso de arquivos no formato .mp4, com codec de vídeo H-264 e codec de áudio AAC.

MP4

A conversão de formatos em DVD para o MP4 pode gerar a arquivos menores com perda mínima de qualidade, pois seus mecanismos de compactação oferecem melhor acabamento com relação aos diversos elementos do vídeo, como contraste, cor, som ou legendas, tem melhor transmissão e como contraste, cor, som ou legendas, tem melhor transmissão e recepção de sinais. Os codecs recomendados para uso com o contêiner MP4 são H.264 (vídeo) e MP3 (áudio).

FLV

É o formato de arquivo de vídeo originário do Adobe Flash Player. Este formato se popularizou no uso para exibição na web através de plataformas como o YouTube, Vimeo, MySpace entre outros, pois gera arquivos bastante reduzidos. Suas características favorecem o uso para aplicações de vídeo na web que exigem fluxo contínuo (streaming). Em virtude de sua alta taxa de compressão de áudio e imagem, o FLV deixa a desejar na qualidade final do vídeo final e, em virtude de ser uma tecnologia proprietária, é um formato de difícil manejo, que exige recursos bastante específicos dos players de navegadores e desktop.

WebM

Está se tornando cada vez mais popular por ser um formato aberto apoiado por instituições de peso, como Adobe, Google, AMD, Mozilla e Oracle. Utiliza o codec de vídeo VP8 e codec de áudio Vorbis para distribuição de vídeo online. A combinação desses codecs permite uma compressão considerada a melhor razão entre a qualidade subjetiva de imagem e tamanho de arquivo gerado, o que otimiza velocidade na transferência de dados. Em virtude dessas características, a tendência é que em breve seja adotado como padrão para distribuição de vídeo online, assim como, por exemplo, JPG é utilizado com fotos. Mais informações em webmproject.org

OGV (Ogg)

É um padrão aberto de arquivo, criado para facilitar a reprodução nos diferentes tipos de players e sistemas operacionais. Os criadores do formato asseguram que ele é livre de patentes de software e é projetado para assegurar eficiente streaming e manipulação em alta qualidade multimídia digital. Apesar de ser utilizado para distribuição de arquivos para download, o formato não é suportado para upload no Vimeo ou Youtube.

2. PARÂMETROS

Taxa de Amostragem ou Bitrate

Bitrate está diretamente ligado à nitidez (qualidade) do filme ou áudio. Quer dizer que em formatos de compressão de áudio e vídeo como MPEG3 e H.264, quanto maior for o bitrate som/vídeo de melhor qualidade.

Taxa de quadros

Vídeo digital, assim como outras formas de imagem em movimento, é formado por uma série de imagens que mudam rapidamente e oferecem ao olho humano ilusão de movimento continuado. A taxa de quadros é o número de quadros exibidos por segundo e este parâmetro tem um impacto significativo sobre o tamanho do arquivo final.
O vídeo transmitido na televisão comum, por exemplo, tem uma taxa de quadros de 30 quadros por segundo (em inglês, se utiliza FPS – frames per second), enquanto filmes nos cinemas são normalmente mostrados em 24 quadros por segundo. Reduzir a taxa resulta em reduzir o tamanho do arquivo. No entanto, essa redução pode afetar a suavidade da reprodução, por isso, é indicado realizar experimentos com os parâmetros para encontrar o mais baixo valor aceitável, uma vez que as taxas podem de acordo com o clipe de vídeo específico. Para assegurar a qualidade, é recomendável que na conversão a taxa de quadros seja mantida como o original.

3. RESOLUÇÕES

Resolução gráfica, medida em pixels, indica o grau de detalhamento dos frames. Um frame de resolução 640 x 480 (o primeiro número sempre se refere à largura, e o segundo à altura) divide a imagem original em uma matriz de 640 colunas e 480 linhas.

Codec de vídeo

Parâmetros para a compressão de vídeo e a resolução (definida por largura e altura). Confira a tabela com indicações de resoluções e formatos para definir qual o mais adequado à sua demanda.

Taxa de bits

O mesmo que Data rate. Controla a relação entre a qualidade visual da imagem e tamanho do arquivo. A medida é dada pelo volume de dados gerado por tempo de vídeo, determinando assim o tamanho final do arquivo. É definida em kilobits por segundo (kbps).

Codec de áudio

Define parâmetros para a compressão de áudio. Sugerimos o uso da configuração abaixo, que oferece compressão de boa qualidade, dentro do que é suportado para upload no Vimeo.

Deinterlace/Desentrelaçamento

Esse recurso serve para minimizar/corrigir o efeito de má qualidade provocado pela aparição de linhas horizontais na imagem, ocasionado por vídeos gravados em câmeras de tecnologia mais antiga. Para vídeos mais novos, não é necessário selecionar esta opção.

Importante: A conversão é um procedimento longo e que exige muitos recursos do sistema, por isso o ideal é dedicar a máquina a este processo. O uso de outros aplicativos, principalmente programas gráficos, jogos, editores e players de vídeo pode prejudicar o resultado final do vídeo gerado. Uma ocorrência comum nestes casos é um problema com delay de áudio. De maneira geral, quanto maior a compressão do formato, menores são os arquivos resultantes, mas isso pode comprometer a qualidade da imagem e do áudio.

Faça testes com diferentes qualidades de conversão alterando os parâmetros nas configurações avançadas para atingir melhores resultados de qualidade de vídeo x tamanho de arquivo

4. UPLOAD

A regra básica para compartilhar vídeos é seguir as recomendações e os parâmetros indicados pelas plataformas – as principais delas são o YouTube, Vimeo, Daily Motion, Internet Archive, Videolog, Wikipedia Video.

Na maior parte das vezes o arquivo de vídeo é convertido, o que, naturalmente, traz uma perda de qualidade. Quão maior o número de conversões, menor a possibilidade de o vídeo ter uma boa visualização.

Evite converter vídeos extremamente compactados. A melhor opção é retomar ao software de edição de vídeo e exportar os formatos mais compatíveis, como o mp4 com áudio em mp3. Procure as centrais de ajuda de cada plataforma para ver as melhores compressões sugeridas pelas plataformas. Geralmente, as plataformas também disponibilizam fóruns de ajuda e vídeos explicativos para os usuários.

A seguir, organizamos uma pequena tabela de formatos compatíveis com as plataformas. As fontes são comparações registradas na Wikipedia e também as pesquisas nos próprios sites institucionais, sobretudo as FAQs (frequently asked questions). A última coluna se refere ao tamanho máximo do arquivo para upload via conta gratuita. Vários plataformas mantém planos pagos que ampliam essa capacidade.

 

Para saber mais

Pela rede, já existe uma série de tutoriais e páginas de perguntas e respostas sobre o compartilhamento de vídeos. A seguir, algumas que valem pelas dicas preciosas:

_ Entenda os diferentes formatos de vídeo
http://www.brighthub.com/multimedia/video/articles/4761.aspx

_ Reduzir o tamanho do arquivo de vídeo
http://www.deskshare.com/lang/po/resources/articles/dmcpro_reducefilesize.aspx

_ Guia do Vídeo Online
http://culturadigital.br/videoonline

_ Comparativo de formatos e plataformas de vídeo
http://en.wikipedia.org/wiki/Comparison_of_video_services

_ Glossário com principais verbetes sobre vídeo online
http://www.vidcompare.com/online-video-glossary.php

_ Guia de ferramentas livres para distribuir vídeos
http://pt.av.ngoinabox.org/?q=toolpage/53

_ Como subir vídeos para a Wikipedia
http://www.videoonwikipedia.com/howto.html

_ Recomendações de upload para o YouTube
www.google.com/support/youtube/bin/answer.py?hl=pt-BR&answer=55744

_ Recomendações de formato do Vimeo
http://vimeo.com/help/compression

_ Conversores de vídeo para Windows
http://www.baixaki.com.br/categorias/168-conversores-de-video.htm

_ Sobre o arquivo livre ogg
http://estudioki.blogspot.com/2010/09/o-que-e-um-arquivo-ogg-oga-ogv-ogx.html

  • Nome (Obrigatório)

  • E-mail (Não será publicado)

  • Url (Opcional)

  • Comentário (Obrigatório)